Anvisa nega importação da Sputnik; análise aponta falta de dados e risco de doenças por falha em fabricação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de negar o pedido feito por Mato Grosso e mais 13 estados para importação da vacina russa contra a covid-19, a Sputnik V. O entendimento do órgão é de que há mais risco do que benefício no imunizante e que faltam dados para subsidiar a autorização para importação.

A votação do pedido durou cerca de cinco horas e foi encerrada há pouco. Os membros da Anvisa levaram em consideração que três gerências técnicas do órgão recomendaram a reprovação dos pedidos. Uma dessas áreas apontou falhas de segurança relacionadas ao desenvolvimento do imunizante. Já a gerência de fiscalização afirmou que não pode fiscalizar todos os sete locais de fabricação, durante inspeção feita na Rússia.

Além disso, foi citado que a Agência não conseguiu localizar os fabricantes da matéria-prima da vacina e que não recebeu um relatório técnico capaz de comprovar os padrões de qualidade, não tendo conseguido tal documento nem mesmo em países onde o imunizante já está sendo aplicado.

Outro ponto levado em consideração pela Anvisa é de que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da Sputnik não tem tradição na análise de medicamentos e que, em 23 países que fecharam contrato para aquisição do imunizante, a vacinação ainda não começou.

Com a reprovação do pedido, Mato Grosso fica impedido de importar 1,2 milhão de doses que comprou, o que seria suficiente para vacinar mais de 600 mil pessoas no Estado. As vacinas seriam entregues no Estado em quatro parcelas. A primeira seria no final do mês de abril. A segunda remessa chegaria em maio, a terceira, em junho, e a quarta, em julho.

Só Notícias/Herbert de Souza (foto: divulgação)

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