Após eliminação Tite continua na seleção, mas CBF quer participação ativa em decisões

A eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia não alterou a disposição da CBF de renovar o contrato do técnico Tite para continuar no comando da seleção brasileira. A intenção é oferecer um novo acordo – o atual termina agora – pelo período de quatro anos, encerrando-se no Mundial do Catar, em 2022. O treinador gosta da ideia, mas ontem disse ser cedo para resolver a situação.

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O trabalho de Tite, iniciado no segundo semestre de 2016, ainda com a CBF sob o comando de Marco Polo del Nero, hoje banido do futebol pela Fifa, é bem avaliado pela nova diretoria da entidade. Os dirigentes consideram que o técnico e seus pares implementaram conceitos modernos de preparação e planejamento e que o trabalho ainda é de alto nível.
Rogério Caboclo, atual CEO da entidade e futuro presidente da CBF – assume em abril do próximo ano –, é que está à frente das conversas com o empresário de Tite, Gilmar Veloz. Um contato preliminar foi rascunhado e outros ocorrerão nos próximos dias, já no Brasil.

Caboclo, aliás, faz questão de ser ele o negociador da CBF. Afinal, se o treinador renovar pelo período pretendido, ele será o presidente em exercício. Tanto ele quanto outros cartolas da CBF, porém, entendem que ajustes precisarão ser feitos no planejamento da seleção – considerando-se o que foi feito até agora, quando Tite e o coordenador Edu Gaspar tiveram atendidos sem questionamento seus pedidos. Algumas reivindicações, ideias e planos, a partir de agora, só serão efetivados após ampla discussão com os novos dirigentes.
Na sexta-feira, Tite preferiu não falar sobre o futuro e fugiu das perguntas da renovação. Mas revelou nas entrelinhas o desejo de ficar. “Toda vez que um técnico consegue desenvolver o trabalho com um tempo maior, consegue desenvolver melhor. Não só em seleção, no clube também. Quanto mais tempo com o atleta, mexe mais com o técnico, no emocional.”

A Alemanha renovou com Löw mesmo após ser eliminada na primeira fase. Tite lembrou que assumiu a seleção nas Eliminatórias, quando o time amargava sexto lugar – diz ter aceito de “coração aberto”. No ano passado, havia revelado que gostaria de fazer um trabalho de longo prazo. Se for mantido até 2022, será a primeira vez que um treinador continuará à frente da seleção desde Zagallo entre 1970 e 74. Telê foi o técnico em 1982 e 86, mas não de maneira seguida.

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